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Claudio Sunkel: "A U.Porto deve ser um local de constante inquietação intelectual"

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O Olhar de...

- Cientista e professor universitário chileno

- Investigador e Director doInstituto  de Biologia Molecular e Celular (IBMC)

- Professor Catedrático do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS)

 

- Como é que teve origem e se tem vindo a desenvolver a sua ligação à Universidade do Porto? Que principais momentos guarda da sua experiência enquanto investigador da U.Porto?

 Eu nasci no Chile e em 1974 a minha família emigrou para Inglaterra depois do golpe de estado que terminou com o governo do Allende e colocou ao Pinochet no poder. Cursei a minha licenciatura e doutoramento na Inglaterra e posteriormente casei com um portuguesa que também estava a estudar na Inglaterra. Depois de muito ponderar e explorar as possibilidades de continuar com a minha carreira de investigação em Portugal, decidi em 1987 tentar a minha sorte. Estive ligado ao Instituto Português de Oncologia do Norte durante algum tempo, depois ao Centro de Citologia Experimental e posteriormente me candidatei a um lugar no Departamento de Biologia Molecular do ICBAS onde actualmente sou Professor. Posteriormente colaborei na construção do IBMC do qual sou actualmente director e onde tenho o meu grupo de Investigação. Guardo imensos momentos felizes enquanto a minha experiência não só como investigador mas também como professor destes 23 anos que estou ligado a Universidade do Porto. Seria difícil escolher mas penso que cada um dos trabalhos que publicamos com os meus colaboradores de laboratório foram momentos de grande intensidade e felicidade que compartimos.

- Qual a importância da U.Porto no seu percurso profissional e que modo tem ido de encontro às suas expectativas?

 A Universidade do Porto, de facto, acolheu-me através da minha ligação com o ICBAS e também da minha ligação, inicialmente, com o centro de Citologia Experimental e, posteriormente, com o IBMC. Durante estes 23 anos tenho trabalhado intensamente para tentar criar dentro da Universidade do Porto um grupo de investigação internacionalmente reconhecido. Penso que este objectivo foi alcançado e sinto que tenho realizado um dos meus grandes objectivos.

- Como avalia o papel desempenhado pela Universidade no seio da comunidade (cidade, região, país) e de que modo ele se poderá projectar para o futuro, com especial enfoque no campo da investigação e da produção de conhecimento e inovação?

 Penso que, até há algum tempo, a Universidade esteve bastante longe da comunidade local, regional, do pais ou mesmo internacional. Era conhecida pelo trabalho e reputação de algumas das suas faculdades ou institutos mas faltava qualquer coisa. Faz alguns anos que isso tem vindo a mudar, sobretudo com a visão mais integrada da Universidade, a partir da qual se pretende mostrar a grandeza da instituição como um todo. O resultado destas acções mais integradas e mais interligadas dentro da Universidade do Porto está rapidamente a traduzir-se num aumento na qualidade de todo o trabalho que nela se faz. Penso que só assim será possível colocar a Universidade de uma forma mais integrada no contexto local, regional nacional e Internacional.
 
- Que caminho deverá ser percorrido para afirmar cada vez mais a Universidade no contexto regional, nacional e internacional? Como prevê o papel de uma Universidade do Porto daqui a 100 anos?

É preciso continuar a melhorar a qualidade do ensino, a qualidade da investigação, assim como a qualidade dos serviços que a Universidade pode e deve prestar através da sua enorme rede de Faculdades, Institutos, Unidades de Investigação, Laboratórios Associados e outros serviços. O trabalho que se desenvolve dentro da Universidade tem de estar cada vez mais ligado ao tecido social que nos rodeia incluindo todo os seus intervenientes, desde as escolas até as empresas. A investigação que aqui se faz tem de ser conhecida dentro e fora da Universidade de forma que o conhecimento possa voltar a sociedade de uma forma ou de outra. É difícil visualizar o papel da Universidade daqui a 100 anos mas penso que deveria continuar a ser um local de constante inquietação intelectual e pensamento livre. De outra forma não poderá continuar a contribuir para o futuro.

- Mensagem alusiva aos 100 anos da Universidade do Porto

É muito importante comemorar momentos como os 100 anos da Universidade porque nos obrigam a olhar para o passado e fazer contas. Só depois de compreender o passado e de avaliar de forma objectiva o que nos deixou, e que podemos continuar a avançar para o futuro, sem cometer os mesmos erros, mas valorizando todo aquilo de bom que foi conseguido.

 
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