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Heitor Alvelos: "É preciso um Investimento claro na investigação aplicada"

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O Olhar de...

- Artista e professor universitário português

- Professor Auxiliar do Departamento de Design da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP)

- Director do festival de media digitais Future Places. Comissário do ciclo Nomadic.0910 - Encontros entre Arte e Ciência.

- Antigo Estudante da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) com Licenciatura em Design da Comunicação (1990)

 

- Como é que teve origem, e se tem vindo a desenvolver a sua ligação à Universidade do Porto? Que principais momentos guarda da sua experiência enquanto estudante/professor da U.Porto?

Exerço funções docentes desde 1989, inicialmente no curso de Design de Comunicação. Desde 1995 integro os órgãos de direcção do Mestrado Multimédia, resultante de uma parceria entre várias Faculdades da U.Porto, pioneira da vocação de trans-disciplinaridade que entretanto tem vindo a crescer nas mais diversas frentes. 

Pela Universidade do Porto, integro desde 2006 a equipa de coordenação do programa UTAustin-Portugal na área dos media digitais, dirigindo neste âmbito o festival de media digitais futureplaces. Também comissariei, em conjunto com a Prof. Maria Strecht, o ciclo Nomadic - encontros entre Arte e Ciência, que se desdobrou em mais de 30 eventos ao longo do ano 2009/10. 

Actualmente, sou Director Associado do ID+, Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura - uma parceria entre a Universidade do Porto e a Universidade de Aveiro – e integro o Conselho Geral da Fundação Gomes Teixeira desde 2006.

Os momentos que guardo com mais apreço são todos aqueles nos quais a Universidade se expande, cria laços internos e externos, potencia e consuma a sua missão social, cultural e económica em contextos locais, nacionais e internacionais.

- Qual a importância da U.Porto no seu percurso profissional e de que modo tem ido ao encontro das suas expectativas? 

A U.Porto está no centro do meu percurso profissional, e tem-se aliás revelado como um contexto particularmente favorável para o desenvolvimento de projectos de parceria e cooperação, que são parte determinante do trabalho que realizo. 

Ao longo dos anos, e para além das supracitadas parcerias entre Faculdades, com a Universidade de Aveiro e a Universidade do Texas em Austin, tenho liderado e/ou integrado parcerias ou projectos com o Royal College of Art, a European Academy of Design, o colectivo de músicos do Centro Comercial Stop, a Universidade Católica - Escola das Artes, a Universidade da Madeira, o Espaço Cultural Maus Hábitos e o jornal Público, entre outros. Todas estas parcerias e projectos têm sido possíveis antes de mais graças à abertura da U.Porto, que tem, nas suas mais diversas instâncias, encorajado e apoiado esta criação de redes e projectos de desenvolvimento transdisciplinar.

 

- Como avalia o papel desempenhado pela Universidade no seio da comunidade (cidade, região, país)?

A U.Porto tem vindo a dar passos grandes e decisivos nesta missão de reforço da sua relevância e sua consequência, em particular no tecido social e em frentes de desenvolvimento tecnológico. No que diz respeito à vertente artística, é minha convicção que as áreas criativas elas próprias se confrontarão cada vez mais com o seu potencial contributivo e consequente em termos sociais, culturais e económicos. Estamos a distanciar-nos progressivamente do paradigma do artista dotado de uma visão singular e irredutível, substituindo-o gradualmente pelo investigador que equaciona a criatividade enquanto actividade universal: ponderável, decifrável, comunicável, subscrevendo os modelos científicos na sua comunicabilidade sem por isso ter de sacrificar a sua vocação estética e/ou afectiva. Isto, claro está, no contexto do ensino superior e investigação; fora deste, a arte poderá continuar a ser o que desejar a cada momento, mas enquanto território de investigação não poderá furtar-se à sua responsabilidade, que é universal e partilhada por todas as disciplinas: a contribuição para o desenvolvimento do conhecimento comunicável.

- Que caminho deverá ser percorrido para afirmar cada vez mais a Universidade no contexto regional, nacional e internacional? Como prevê o papel de uma Universidade do Porto daqui a 100 anos?

Destaco a necessidade de um investimento claro e inequívoco em projectos de investigação aplicada; um diagnóstico permanente de contextos exteriores passíveis de beneficiarem de colaboração com a Universidade; um reforço de visões de múltipla escala, articulando a perspectiva local com a perspectiva global de formas dinâmicas; um enfoque prioritário em parcerias com outras Universidades da região, traduzidas em projectos que investem nas mais-valias da produção industrial e cultural específicas da região; a potenciação de uma cultura bilingue (português-inglês), recusando o modelo polarizado, substituindo-o pela simultaneidade linguística.

 

- Mensagem alusiva aos 100 anos da Universidade do Porto.

 

U.Porto: um edifício que se dilui e expande num oceano.

 
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