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Carlos Daniel: “A U.Porto é das instituições que mais têm feito pelo país”

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O Olhar de...

- Jornalista português

- Jornalista e pivô da RTP desde 1991, apresenta o “Jornal da Tarde” da RTP1, modera o debate político “Ordem do Dia” na RTP Informação e comenta futebol no programa “Grande Área” do mesmo canal. Conta com passagens pela Rádio Comercial (1989-1991), TSF (1993-1997), SIC (2000-2001) e foi Subdiretor de Informação da RTP entre 2001 e 2006 e Diretor-Adjunto da RTPN entre 2008 e 2010.

- Antigo Estudante da Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP), com licenciatura em Sociologia (1994)

 

- Como é que teve origem a sua ligação à Universidade do Porto?

 

Tem uma origem curiosa já que, na altura em que me candidatei à Universidade, em 1988/1989, estava convencido de que ia estudar Direito, tendo-me candidatado a Coimbra e Lisboa como primeiras opções. Acontece que não entrei em Coimbra por uma décima e acabei por entrar em Filosofia no Porto, que sendo uma área de que gostava não passava de uma alternativa escolhida um pouco em cima do joelho, dado ter notas acima da média anterior para Direito. No entanto, e de repente, dou por mim na Faculdade de Letras do Porto, no velho edifício do Campo Alegre, a estudar Filosofia. E inicialmente muito frustrado.

Um ano mais tarde, e ainda na FLUP, viria a mudar para Sociologia, por acreditar que era um curso mais diversificado. Cumpri os cinco anos sem falhar nenhuma cadeira, trabalhando em paralelo na rádio e na televisão, e consegui terminar com uma média perfeitamente aceitável, acima de 14, que é o meu orgulho.

Mais tarde, no início dos anos 2000, regressei à Universidade para lecionar no curso de Jornalismo de Ciências da Comunicação durante um ano. Foi mais uma ligação à Universidade e acredito que hei-de-ter outras.

 

- Que principais memórias guarda da sua experiência enquanto estudante da U.Porto?

 

Guardo imensas memórias dos muitos amigos que fiz e dos muitos espaços que percorri: desde o edifício antigo da FLUP, onde funcionava a associação de estudantes e onde cheguei a fazer um curso de russo, aos edifícios das aulas, da esplanada do Café Botânico, onde passávamos boa parte do tempo, e, claro, com muitas horas de conversa no bar da faculdade, com umas cervejas pelo meio e a falar de tudo e mais alguma coisa.

Há ainda uma memória muito particular que é a de ter estado na fundação da Tuna da Faculdade de Letras (a CUCA). Participei ativamente no processo e sou, inclusivamente, autor da letra da canção que é o hino da tuna (chama-se Baptismo). Em resumo, posso dizer que a seleção das memórias da faculdade só me deixou ficar com as boas.

 

- Qual a importância da Universidade no seu percurso profissional?

 

É muito grande, embora não determinante para a carreira como jornalista. No ano letivo em que entrei para a Universidade, concorri à Rádio Comercial e fui escolhido. Se tivesse entrado em Direito, a minha vida não seria o que é hoje e provavelmente não teria sido melhor, quero acreditar. Decerto não teria ficado no Porto e não teria a possibilidade de entrar no mundo da comunicação, como profissional, aos 19 anos. Mais tarde poderia ser bem mais difícil.

Por outro lado, e como fui desenvolvendo a minha carreira na rádio e na televisão em paralelo com a universidade, o curso de Sociologia foi-me dando um conhecimento mais amplo da realidade, uma percepção mais profunda do todo social, e uma maior outra forma de entender as sociedades. Diria que a grande vantagem que o curso me deu foi a desse olhar amplo sobre várias matérias (da estatística à matemática, da antropologia à demografia, do inglês ao Direito.) Em boa parte, isso poderá explicar alguma polivalência que caracteriza também o meu trajeto jornalístico.

 

- Como avalia o papel desempenhado pela Universidade no seio da comunidade (cidade, região, país) e de que modo ele se poderá projetar para o futuro?

 

Posso ser suspeito por causa da ligação sentimental à Universidade, mas considero que a U.Porto tem protagonizado um papel essencial na vida da cidade e da região. O prestígio que a Universidade alcançou é extraordinário. A variedade de cursos e a formação que dá a milhares de alunos são reconhecidas como de qualidade ímpar. A investigação que se faz na Universidade tem uma repercussão mediática, nacional e internacional, que também só nos pode orgulhar. Nesse sentido, e não querendo cair no lugar-comum de dizer que é uma instituição que tem que orgulhar os portuenses, os nortenhos e os portugueses, não posso deixar de dizer que é das instituições que mais têm feito pelo ensino, pela região, e seguramente pelo país.

 

- Que caminho deverá ser percorrido para afirmar cada vez mais a Universidade no contexto regional, nacional e internacional?

 

Entendo que há duas vertentes essenciais: uma passa pela qualidade de formação que, na linha do que tem sido feito, deverá sempre atender ao que são as necessidades do mundo, não apenas do mundo empresarial ou do mercado (nem tudo se esgota aí…), mas de cada dimensão do mundo do saber, de vários mundos em particular; a outra dimensão que eu acho que é crucial passa pela via da investigação, em que a Universidade deverá continuar a apostar, para acrescentar saber e poder manter-se como instituição de vanguarda em várias áreas do Conhecimento.

 

- Que Universidade do Porto gostaria que se celebrasse daqui a 100 anos...?

 

Neste tipo de instituições, a tradição e os valores que lhes deram origem e as acompanharam ao longo da vida são muito importantes. Neste momento, não conseguimos projetar o que vai acontecer daqui a 10 anos, quanto mais a 100, mas se existir Universidade do Porto nessa altura, e acredito que exista, que guarde alguns dos elementos essenciais que hoje a caraterizam, nomeadamente essa capacidade de ser estruturante para uma região e para um país, e suficientemente inovadora para se adaptar a novas realidades.

 

- Mensagem alusiva aos 100 anos da Universidade do Porto.

 

Um século é um caminho tão grande que é difícil retratar numa frase. Pessoalmente, manifesto o orgulho modesto de ter feito parte de um pequeno pedaço desta história cheia de prestígio. Acrescento que só dura 100 anos quem é muito forte e capaz de se adaptar às mudanças do mundo. Se a Universidade do Porto mantém essas qualidades ao fim de 100 anos,… que venham mais 100!

 
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