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Carlos Tavares: “A Universidade terá de ter a capacidade de ‘ver’ o futuro”

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O Olhar de...

- Economista português (Mais informações)

- Presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)

- Ministro da Economia no Governo do XV Governo Constitucional (2002-2004)

- Antigo estudante e professor da Faculdade de Economia da U.Porto, com Licenciatura em - Economia (1975)

- Membro do Conselho de Curadores da Universidade do Porto

 

- Como é que teve origem a sua ligação à Universidade do Porto? Que principais momentos guarda da sua experiência enquanto estudante da U.Porto?

 

Em 1970, com 17 anos, entrei na Faculdade de Economia do Porto, onde fiz o meu curso, até 1975, tendo depois permanecido até 1985 como docente da Faculdade. Foram 15 anos de ligação à FEP, de que guardo muitas e boas recordações. Lembro-me bem do primeiro dia em que, vindo de Estarreja, entrei no velho sótão do edifício da Praça dos Leões mas onde tudo era novo para mim e onde conheci os primeiros colegas que ainda hoje são bons amigos. Depois, o 25 de Abril de 1974 e toda a mudança que representou na vida da escola, com o entusiasmo, mas também os erros e os excessos que caracterizaram aqueles tempos. Recordo também com especial gosto a fase da docência e o clima de companheirismo entre todos os colegas que, entusiasticamente, davam o seu melhor pela Faculdade, numa altura em que praticamente não podíamos contar com a orientação de doutorados (que a FEP quase não tinha…).

 

- Qual a importância da U.Porto no seu percurso profissional? De que forma foi de encontro às suas expectativas??

 

A FEP dava uma formação de base muito forte em áreas técnicas como a Contabilidade, as Matemáticas, a Estatística e o e o Direito. Paradoxalmente, talvez os pontos fracos estivessem em algumas disciplinas da teoria económica. Mas posso dizer que a formação que era ministrada dava bases muito sólidas para os que quisessem, pelos seus meios, aprofundar os conhecimentos. O curo de Economia do Porto era (e ainda é) muito respeitado e foi essencial para a minha vida profissional que, como é conhecido, tem sido muito diversificada.

 

- Como avalia o papel desempenhado pela Universidade no seio da comunidade (cidade, região, país) e de que modo ele se poderá projectar para o futuro.

 

Uma Universidade é sempre um factor de atracção de pessoas e um elemento de desenvolvimento do espaço em que se insere. A Universidade do Porto é, em meu entender, um elemento fulcral para o desenvolvimento do Norte do País, que necessita criticamente de atrair e formar recursos qualificados que permitam relançar a competitividade e o crescimento da sua economia num quadro externo que se modificou profundamente. Compreender essa mudança e o papel que a Universidade do Porto pode ter no potenciar das vantagens relativas do País e, em especial, da região Norte é uma condição essencial para que o papel da Universidade seja cada vez mais forte e decisivo.

 

- Que caminho deverá ser percorrido para afirmar cada vez mais a Universidade no contexto regional, nacional e internacional? Como prevê o papel de uma Universidade do Porto daqui a 100 anos?

 

No mundo de hoje, é fundamental garantir uma ligação muito forte da Universidade com os agentes económicos e sociais. As formas de assegurar essa ligação serão diversas, em função das áreas do saber. Por exemplo, a investigação ligada às empresas é cada vez mais importante. Em alguns países, existem mesmo casos de investigação promovida pelas universidades no seio das próprias empresas. Esta poderia ser uma via promissora de desenvolvimento da UP, inserida como está numa região de características marcadamente empresariais. Em qualquer caso, a Universidade terá de ter a capacidade de “ver” o futuro, de antecipar as grandes tendências do desenvolvimento económico, social e do conhecimento e, cada vez mais, orientar o ensino e a investigação com um olhar nesse futuro.

 

- Mensagem alusiva aos 100 anos da Universidade do Porto.

 

A Universidade do Porto nasceu num período historicamente marcante e reconhecidamente difícil na vida do nosso País. Completa o seu centenário em outro momento importante e difícil. Ao longo dos seus 100 anos de vida, a Universidade do Porto muito contribuiu para o desenvolvimento do saber em Portugal e para a formação de muitos e bons quadros que serviram e servem o País. Certamente também cometeu erros e, estou certo, aprendeu com eles. Hoje, a Universidade pode orgulhar-se do seu passado e celebrar o seu primeiro centenário, mas terá de olhar sobretudo para os próximos 100 anos com o espírito aberto ao mundo. Para que possa ser uma das melhores. Para que assim possa ajudar o País também a ser melhor. Enfim, para que, daqui por 100 anos os nossos vindouros celebrem o segundo centenário com o mesmo orgulho com que nós celebramos o primeiro.

 
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