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Diogo Rio Fernandes: "A U.Porto é o ponto de encontro dos jovens mais bem qualificados da região"

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O Olhar de...

- Cientista e estudante português

- Vencedor do Concurso de Investigação Cientifica na Pré-Graduação (2006), promovido pela U.Porto e pela "Fundação Ilídio Pinho", destinado ao melhor projecto de investigação desenvolvido por um estudante de pré-graduação

- Estudante de Doutoramento na École Normale Supérieure (Paris), com trabalho na área dos átomos ultrafrios

- Antigo Estudante da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), com Licenciatura em Física.

 

- Como é que teve origem e se desenvolveu a sua ligação à Universidade do Porto? Que principais momentos guarda da experiência como estudante Universidade?

 

O meu primeiro contacto com a Universidade do Porto foi através do programa de ocupação científica para jovens da Ciência Viva. No verão de 2004 tive o imenso prazer de trabalhar com o Prof. Dr. Rui Fontes, no departamento de Química da Faculdade de Ciências da UP num projecto sobre o funcionamento da luciférase (a enzima responsável pela produção de luz no pirilampo). Esta colaboração veio a prolongar-se desde o meu 11.º ano de secundário até ao 2.º ano de Faculdade de Ciências (onde entrei como estudante do Curso de Física), tendo originado três publicações em revistas científicas e várias apresentações orais e posters e merecido o primeiro prémio da Fundação Ilídio Pinho na primeira edição do programa “Investigação Científica na Pré-Graduação” promovido pela Universidade do Porto.

No curso de Física da Faculdade de Ciências (pelo qual optei após conversas relevantes com investigadores de referência da UP como Alexandre Quintanilha e a obtenção de medalha de bronze nas Olimpíadas Internacionais de Física) encontrei um clima acolhedor e estimulante proporcionado quer por parte do corpo docente, quer pelos meus colegas. Em 2005, no meu primeiro ano de curso, participei na campanha da ESA (agência espacial europeia) de voos parabólicos com um projecto sobre oscilações de superfície de esferas de mercúrio. Nesse ano recebi o prémio incentivo UP, que agracia o melhor aluno de 1.º ano de cada faculdade. Concluída a licenciatura decidi ingressar na École Polytechnique de Paris para realizar o mestrado em Conceitos Fundamentais da Física. Actualmente encontro-me no 1.º ano de doutoramento na área dos átomos ultrafrios na Ecole Normale Supérieure de Paris (sem esquecer o Porto e a “minha” U.Porto) com o apoio da bolsa da FCT.

Da passagem pela Universidade do Porto guardo o ambiente caloroso e quase familiar com que fui recebido no Departamento de Física e uma vida académica praxista vivida na sua plenitude. De facto, a praxe representa ainda hoje um dos meios de socialização dentro da faculdade e da universidade, sendo infelizmente ainda neglienciada/hostilizada por parte de alguns. As tradições académicas são ainda o rosto do diálogo entre a cidade e a população e os seus estudantes.

 

- Qual a importância da U.Porto no seu percurso formativo/científico e de que modo é que o preparou para o mundo profissional?

 

No mestrado que realizei em Paris tive como colegas uma selecção de alunos excelentes de vários pontos da Europa. Finalizado esse mestrado, posso dizer com segurança que quando o comecei tinha uma preparação científica semelhante ou superior à deles, o que revela o excepcional nível formativo dos docentes do departamento de Física e o clima de exigência que cultivam.

 

- Como avalia o papel desempenhado pela Universidade no seio da comunidade (cidade, região, país) e de que modo ele se poderá projectar para os próximos 100 anos?

 

O Norte é simultaneamente a região mais populosa do país e uma das mais empobrecidadas, tendo este problema uma ligação cultural. De facto, acredito que actualmente o desempenho da economia depende fortemente das qualificações e conhecimentos dos seus agentes. Portanto, penso que não é um acaso o facto de quer a economia, quer o nível de qualificação da população do Norte ser fraco no contexto nacional.

 A Universidade é o ponto de encontro de excelência dos jovens mais bem qualificados desta região e portanto tem uma enorme responsabilidade no futuro da sua região.

 

- Que caminho deverá ser percorrido para afirmar cada vez mais a Universidade no contexto regional, nacional e internacional? Como prevê o papel de uma Universidade do Porto daqui a 100 anos?

 

Na minha opinião, a Universidade do Porto deve dirigir a sua atenção fundamentalmente para dois aspectos: a abertura para a sociedade e a tecnologia.

O primeiro relaciona-se com o papel essencial que a U.Porto desempenha no desenvolvimento da região, pelo que a instituição deve continuar a revelar-se como um espaço aberto e dinâmico, agregador das energias positivas e do espírito mobilizador do Norte.

Defendo também o investimento na tecnologia, mais precisamente na investigação aplicada e no incentivo e acompanhamento na criação de empresas formadas por alunos e professores. Apesar da investigação fundamental ser importante, ela tem actualmente um nível bastante elevado, podendo ser equiparada à melhor que se faz a nível internacional. Por este motivo, defendo que a Universidade deve investir mais no fomento do espírito de iniciativa dos seus alunos.

Além do papel central como espaço de aprendizagem no sentido clássico, a U.Porto será cada vez mais lugar de ensino de competências práticas e de preparação para a vida activa, com a energia fornecida pelas empresas competitivas e pelo tecido social coeso que se desenvolverá em redor, como resultado do esforço de uma universidade em simbiose com uma sociedade e uma economia cujos principais construtores são os antigos alunos da UP. Isso desejo – e espero – tendo em conta o caminho já percorrido pela actual equipa reitoral, a quem por isso envio os meus parabéns, junto aos que são devidos pelo aniversário da nossa Universidade do Porto.

 
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